EM TODO O PAÍS & MUNDO LUSÓFONO: LANÇAMENTOS NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI

"a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português. Em tempos de globalização, esta qualidade – a de evidenciar o pensamento nacional – deve ser exaltada"

A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:

- 1º número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.

- 2º número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.

- 3º número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.

- 4º número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.

- 5º número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje.

- 6º número (2º semestre de 2010): A República, 100 anos depois.

- 7º número (1º semestre de 2011): Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa" (nos 15 anos da CPLP).

- 8º número (2º semestre de 2011): O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa: nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro.

- 9º número (1º semestre de 2012): Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?

- 10º número (2º semestre de 2012): Leonardo Coimbra, Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus: Razão e Espiritualidade.

- 11º número (1º semestre de 2013): "Da minha língua vê-se o mar": o Mar e a Lusofonia.

- 12º número (2º semestre de 2013): O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.

Para o 12º número, os textos devem ser enviados até ao final de Junho.

Sede Editorial: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).

Sede Institucional: MIL - Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.

EDITORIAL

A ligação com o mar começa por ser um factor geográfico comum a todos os países de língua portuguesa, mas, como acontece com alguns “factores geográficos”, está muito para além disso. Com efeito, a forma como estamos no mundo, a forma como somos, sentimos e pensamos, não é apenas afectada pelo factor tempo – apesar deste ser o mais óbvio –, mas, igualmente, pelo factor espaço. Já foi muitas vezes referida, por exemplo, a influência da experiência espacial do deserto no pensamento árabe, em particular no que este tem de mais espiritual.

Partindo desse factor geográfico – de a ligação ao mar ser comum a todos os países de língua portuguesa –, procurámos, pois, neste número da NOVA ÁGUIA, pensar a ligação entre o mar e a Lusofonia, sugestivamente já referida por Vergílio Ferreira, quando escreveu: “Da minha língua vê-se o mar”. Em que medida o mar emerge na nossa língua, na forma como estamos no mundo, na forma como somos, sentimos e pensamos, eis, pois, em suma, o repto que lançámos aos nossos colaboradores, também eles unidos pelo mar por esse mundo fora.

Uma vez mais, como sempre tem acontecido, teve esse repto ampla resposta. Publicamos aqui cerca de duas dezenas de textos que, por diversas vias, têm em vista esse horizonte. De resto, já em números anteriores o havíamos assinalado, ainda que de forma subliminar. O nosso pensamento parece-nos ter, com efeito, essa marca “marítima” – daí o seu anti-cousismo, o seu anti-substancialismo, nalguns autores particularmente evidente (apenas para dar um exemplo, refira-se o conceito de “insubstancial substante”, de José Marinho), em contraponto com os pensamentos mais “continentais”, mais ligados à terra, ou seja, à fixidez e às fronteiras – e, por isso, menos propensos à mistura e à mestiçagem, marca maior da Lusofonia.

Como sempre tem acontecido, não se esgota este número na abordagem da temática central. Assim, publicamos ainda alguns textos sobre Leonardo Coimbra, esse pensador anti-cousista por excelência, por nós homenageado no número anterior, por ocasião dos 100 anos da publicação da sua obra O Criacionismo. A par de Leonardo Coimbra, evocamos uma série de outros autores: de Agostinho da Silva, o grande pensador, entre nós, da Lusofonia, até Teixeira de Pascoaes, o poeta maior da “Renascença Portuguesa” (cujo centenário celebrámos em 2012), passando, entre outros, por Fernando Pessoa, Jaime Cortesão e João de Deus.

Isto para além das secções já clássicas: “Outros Voos”, com a habitual colaboração de Adriano Moreira; “Rubricas”, desde o nº 9 da NOVA ÁGUIA reforçadas com as “Cartas sem resposta” de João Bigotte Chorão; “Bibliáguio”, onde destacamos, a fechar, a justa homenagem que é feita, por António Cândido Franco, ao poeta Couto Viana; “Noticiáguio”, onde, desde logo, evocamos os recém-falecidos Manuel Luciano da Silva e Elsa Rodrigues dos Santos, para além de publicitarmos o Programa do I Congresso da Cidadania Lusófona, onde estaremos presentes; sem esquecer o “Poemáguio”, onde, como sempre tem acontecido desde o primeiro número da Revista, publicamos uma série de poemas – destaque-se, neste número, a publicação de um poema de António Telmo, bem como um poema de homenagem a Manuel António Pina.

Como também tem sempre acontecido, ficaram muitos textos por publicar – desde logo, o já aqui anunciado dossiê sobre o poeta Ramos Rosa. Procuraremos publicá-lo no próximo número da revista, onde a figura em destaque será António Quadros, por ocasião dos 20 anos da sua morte, a par de outros autores que evocaremos, nomeadamente: Orlando Vitorino e Eduardo Abranches de Soveral (ambos falecidos há 10 anos), Heraldo Barbuy (nos 100 anos do seu nascimento, em São Paulo) e Silvestre Pinheiro Ferreira (nos 200 anos do início das suas famosas Prelecções Filosóficas no Real Colégio de S. Joaquim, no Rio de Janeiro). Em 2013, a NOVA ÁGUIA manterá, assim, o seu voo cada vez mais ascendente e “marítimo”, não fosse o mar, precisamente, nas lapidares palavras de António Quadros, “a imagem eterna do caminho”.

A Direcção da NOVA ÁGUIA

ÍNDICE

Editorial…5
O MAR E A LUSOFONIA: “DA MINHA LÍNGUA VÊ-SE O MAR”
Maria Luísa de Castro Soares, A OMNIPRESENÇA DO MAR NA CULTURA PORTUGUESA: SUA EXPRESSÂO NA LITERATURA…8
Miguel Real, O MAR PORTUGUÊS…17
Nuno Sotto Mayor Ferrão, A POESIA PORTUGUESA: O MAR E A LUSOFONIA…23
Rodrigo Sobral Cunha, A EUROPA CULTA E O MAR PORTUGUÊS…25
Samuel Dimas, EPIFANIA: DA MINHA SERRA VEJO O MAR DO MUNDO, ILUMINADO PELA ESTRELA DA REDENÇÃO UNIVERSAL…31
Rui Martins, O MAR COMO DESÍGNIO NACIONAL…35
Pedro Cipriano, O MAR E O SER PORTUGUÊS…38
Luís G. Soto, A MULHER E O MAR…39
Lúcia Helena Alves de Sá, AO MAR LARGO, LONGO... QUE A VIDA É CURTA…43
José Manuel Malhão Pereira, A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO…45
José Leitão, DEAMBULAÇÃO…47
Joaquim Miguel Patrício, NÃO CULPEM NEM SACRALIZEM O MAR…49
Joaquim Domingues, E NÃO SE OUVE O MAR?!...53
Isaque de Carvalho, ORFEU TRANSATLÂNTICO…54
Delmar Domingos de Carvalho, O MAR NO UNIVERSALISMO LUSÓFONO…60
Carminda H. Proença, A BAÍA DE SESIMBRA E A ALMA LUSA…64
Carlos Vargas e Luísa Janeirinho, O MAR, O AMOR E A LUSOFONIA…65
António Carlos Carvalho, AQUI À ESCUTA COM O MAR AO FUNDO…66
Almerinda Pereira, ARAR O MAR…68
AINDA SOBRE LEONARDO COIMBRA
Ângelo Alves, O CRIACIONISMO DE LEONARDO COIMBRA NA CONJUGAÇÃO DE IDEALISMO E REALISMO…74
António Braz Teixeira, O DIÁLOGO CRÍTICO DE LEONARDO COIMBRA COM BRUNO, JUNQUEIRO E PASCOAES…82
Manuel Ferreira Patrício, APROXIMANDO LEONARDO COIMBRA E VIKTOR FRANKL…92
Luís Tavares, HOMENAGEM A LUÍS DO ESPÍRITO SANTO, LEITOR DE LEONARDO COIMBRA…98
Joaquim Domingues, A TEORIA E A PRÁTICA DA EDUCAÇÃO EM LEONARDO COIMBRA…99
Carlos Aurélio, CRIACIONISMO: OCIDENTE, ARTE E VIDA POÉTICA…103
EVOCAÇÕES
A HONESTIDADE DE AGOSTINHO DA SILVA, por José Lança-Coelho…110
MEMÓRIAS AÇORIANAS DE AGOSTINHO DA SILVA,VITORINO NEMÉSIO E ALBERTO MACHADO DA ROSA, por Eduardo Ferraz da Rosa…112
NOTAS SOBRE A PRESENÇA ARABICO-ISLAMICA NA IBERIA DE FERNANDO PESSOA, por Fabrizio Boscaglia…123
AS LINHAS DE FORÇA DO PENSAMENTO HISTORIOGRÁFICO DE JAIME CORTESÃO, por Nuno Sotto Mayor Ferrão…130
SERIA DEUS UM ARTISTA? UM BREVE OLHAR SOBRE O MISTICISMO NA POESIA DE JOÃO DE DEUS, por Elisabete Francisco…136
LEONIDAS HELMUTH BAEBLER HEGENBERG (1925-2012), por José Maurício de Carvalho…139
MANUEL ANTÓNIO, O POETA DO MAR DA GALIZA, por Maria Seoane Dovigo…142
A UNIVERSALIDADE DE NUN’ALVARES PEREIRA, por José Eduardo Franco…144
O MAR E O MARÃO: A NATUREZA POETICA DE SOPHIA E DE PASCOAES, por Nuno Freixo…146
VEIGA PIRES: UM HOMEM, MUITAS VIDAS, por Alfredo Ribeiro dos Santos e Rui M. Gil da Costa…148
OUTROS VOOS
Adriano Moreira, ENTRE O PODER DA PALAVRA E A PALAVRA DO PODER…162
Constança Marcondes César, VULNERABILIDADE E FINITUDE…166
Elter Manuel Carlos, ENSAIO SOBRE O SENTIDO ÉTICO-ESTÉTICO DA LITERATURA E DA EDUCAÇÃO LITERÁRIA EM CABO VERDE…169
João Pereira de Matos, ÀS PORTAS DE ISHTAR…176
Manuel Ferreira Patrício, FILOSOFIA PARA CRIANÇAS NO ESPÍRITO DA FILOSOFIA SITUADA…178
Maria Leonor Xavier, O VALOR DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA…181
J. Pinharanda Gomes, GLOSAS DE CULTO E CULTURA…187
Rui Tinoco, A CITAÇÃO CIENTIFICA COMO ARMA SIMBOLICA: CONSEQUENCIAS CULTURAIS…194
RUBRICAS
ENTRECAMPOS, de J. Pinharanda Gomes…200
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…202
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…213
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…214
CARTAS SEM RESPOSTA, de João Bigotte Chorão…215
BIBLIÁGUIO
O QUE É O OCIDENTE?, por Renato Epifânio…220
SOBRE A SAUDADE, por José Almeida…221
AMORIM DE CARVALHO E DELFIM SANTOS, por Mourão Jorge…222
TIAGO VEIGA. UMA BIOGRAFIA, por João Rasteiro…223
DE CABINDA AO NAMIBE, por J.P.A. Alves Ambrósio…228
O ETERNO RETORNO DO FASCISMO, por Eugénio Montoito…238
PODER E MORALIDADE, por Luiz Paulo Rouanet…240
FÁRMACO, por Joel Henriques…244
TERRA PROMETIDA, por António José Borges…246
AUTOS DO FOGO ANALOGICO, por Pedro Martins…248
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA: MEMORIAL DO CORAÇÃO, por António Cândido Franco…250
NOTICIÁGUIO
ELSA RODRIGUES DOS SANTOS (1939-2012)…256
MANUEL LUCIANO DA SILVA (1926-2012)…256
XIX PRÉMIO CARVALHO CALERO…258
I CONGRESSO DA CIDADANIA LUSÓFONA : PROGRAMA…258
POEMÁGUIO
Joaquim Carvalho, VIDA DE LUZ E DE SOMBRA (A CAMILO CASTELO BRANCO)…7
António José Borges, ESCOL…64
Delmar Maia Gonçalves, EM DECLÍNIO…65
Carlos José Maria Gonçalves, COMO CÉU NO MAR…68
Gabriela Correia, PORTUGAL…68
Maurícia Teles da Silva, DE FINISTERRA A MAR…69
Henrique Madeira, AS VOZES DO MAR…69
Sofia Varino, MAR NOVO…70
Helena Sanchez, LÁGRIMAS NO SAL…71
Maria Luísa Francisco, DA TUA CASA VÊ-SE O RIO…71
Marco Aurélio, ALENTEJO…71
Renato Epifânio, DO NOSSO MARRITÓRIO…72
Jesus Carlos, BRASIL DE PÊRO VAZ DE CAMINHA…73
Maria Leonor Xavier, TEMPO SUSPENSO...109
Eduardo Aroso, D. SEBASTIÃO EM MIM/ E, NO ENTANTO, ELA FALA-SE!/ DAS EUROPAS…161
Jaime Otelo, SONETO III/ SONETO IV…195
Samuel Dimas, NO SAUDOSO VOO…/ METÁFORA/ CONVERSÃO/ METAFÍSICA/ POETAS DO MAR E DO DESERTO…196
Catarina Inverno, FRUTOS EM FLOR…198
António Simões, QUANDO SE VIU…198
Abé Barreto Soares, CRIANÇAS PALESTINIANAS…199
João Canha Hespanhol, PARTO A MEIO A ROMÃ E...218
António Salvado, ANOS SE LEVA…219
António Manuel Couto Viana, ESTERTOR…254
António Telmo, AO SENHOR DOS MUNDOS…254
João Rasteiro, ESPERA UM POUCO (AO MANUEL ANTÓNIO PINA)…255
MAPIÁGUIO…259
COLECÇÃO NOVA ÁGUIA…260
ASSINATURAS…261

Apresentação da NOVA ÁGUIA 11

Apresentação da NOVA ÁGUIA 11
Para ver o vídeo, clique sobre a imagem...

NOVA ÁGUIA: SESSÕES DE APRESENTAÇÃO

19.03.13 - 17h00: Palácio da Independência (Salão Nobre)
02.04.13 - 11h00: Sociedade de Geografia de Lisboa
05.04.13 - 18h00: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
06.04.13 - 17h00: Biblioteca Municipal de Elvas
08.04.13 - 20h30: Casas das Campas (Pontevedra, Galiza)
09.04.13 - 19h00: Faculdade de Letras da Universidade do Porto
13.04.13 - 18h30: Livraria Adrião (Mangualde)
14.04.13 - 19h00: Casa do Fauno (Sintra)
20.04.13 - 17h00: Faculdade de Direito da Universidade do Porto
27.04.13 - 15h00: Casa do Bispo (Sesimbra)
04.05.13 - 21h30: Associação Nova Cultura (Montargil)
08.05.13 - 18h30: Livraria Bertrand Chiado
10.05.13 - 18h00: Biblioteca Municipal de Vila Real de Santo António
10.05.13 - 19h30: Chalé Bela Mandil (Olhão)
13.05.13 - 14h30: Auditório da Escola Básica e Secundária de Carcavelos
18.05.13 - 23h00: Museu do Trabalho (Setúbal)
22.05.13 - 18h00: Universidade Católica Portuguesa
26.05.13 - 17h00: Casa Mantero (Sintra)

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com; 967044286.

MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alcochete, Alcoutim, Alhos Vedros, Allariz (Galiza), Almada, Amadora, Amarante, Arraiolos, Assomada (Cabo Verde), Aveiro, Bairro Português de Malaca, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Bissau, Braga, Bragança, Brasília, Cacém, Caldas da Rainha, Caneças, Carnide, Campinas, Cascais, Castro Marim, Chaves, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Elvas, Ericeira, Espinho, Estremoz, Évora, Faial, Faro, Felgueiras, Figueira da Foz, Fortaleza, João Pessoa, Lagoa, Lagos, Leiria, Lisboa, Loures, Luanda, Mangualde, Marco de Canavezes, Mem Martins, Messines, Mindelo, Mira, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Pontevedra (Galiza), Portalegre, Portimão, Porto, Praia (Cabo Verde), Queluz, Recife, Redondo, Régua, Rio de Janeiro, Sabugal, Sacavém, Santiago de Compostela, São João da Madeira, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Tavira, Tomar, Torres Novas, Torres Vedras, Turim (Itália), Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real, Vila Real de Santo António e Vila Viçosa.

Nota: Muitos destes lançamentos, não só no país como por todo o espaço lusófono, só têm sido possíveis pelo apoio que a este projecto tem sido dado, desde a primeira hora, pelo MIL: Movimento Internacional Lusófono. O nosso público reconhecimento por isso. Desta forma, a NOVA ÁGUIA tem tido uma projecção não apenas estritamente nacional mas lusófona.

Lançamentos já noticiados em:

RTP

RTP África

Diário de Notícias

Diário Digital

Expresso

Jornal de Notícias

Jornal Porto Net

Notícias Lusófonas

Público


E em muitas dezenas de blogues...

PARA ASSINAR A NOVA ÁGUIA: www.zefiro.pt/assinaturas

À venda nas melhores livrarias do país.

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural

O "3º momento alto" da nossa tradição filosófico-cultural
Ângelo Alves, "A Corrente Idealistico-gnóstica do pensamento português contemporâneo"

Domingo, 26 de Maio de 2013

Novo Curso do IFLB: sobre a "Renascença Portuguesa".




COLECÇÃO NOVA ÁGUIA: JÁ COM MAIS DE 30 TÍTULOS


Para ver:

Repertório da bibliografia filosófica portuguesa

UM INÉDITO DE ANTÓNIO TELMO PARA O PRÓXIMO NÚMERO DA «NOVA ÁGUIA»

Natureza de Portugal
Portugal é uma criação de São Bernardo sobre um fundo que aparece caracterizado por uns como atlante, por outros como céltico, no quadro remoto da primeira civilização megalítica, que se terá expandido posteriormente pelo Sul de França e pela Bretanha.
Aquilo que se deve, porém, sobretudo frisar é a sua criação pelo supremo adorador medieval de Nossa Senhora, São Bernardo. Neste sentido, Portugal é uma criação espiritual. Os factores geográficos, históricos, económicos ou outros, pelos quais se tem procurado explicar a sua origem, se os considerarmos independentemente do que tal criação significa, pertencem a um passado morto, sem acção no presente, visível ou invisível.
O abade santo veio dar direcção política, isto é, de organização social, à obra de São Bento, transformando o monacato por este fundado, numa vasta rede de Ordens, a partir da de Cister, das quais devemos salientar, a de Cluny, a dos Templários, a de Santiago e a de Calatrava (em Portugal, de Avis).
Nele se reuniam espiritualmente os dois poderes, – o religioso e o militar. Por isso mesmo, sem armas ou qualquer força material, punha e dispunha de papas e de reis. Era o verdadeiro representante de Deus, de que dependiam Império e Papado.
Dante é, desta ideia de uma Terra governada por um só Imperador e iluminada por uma só religião, o poeta e o teorizador supremo. Na Monarquia propugna a separação dos dois poderes e a sua união por cima. Na sua viagem pelo Inferno, pelo Purgatório e pelo Paraíso é sucessivamente conduzido por Virgílio, por Beatriz e, por fim, por São Bernardo que o leva até à plenitude da revelação e do conhecimento de Deus pelo Amor.
O lugar irradiante do pensamento activo do Santo era a Borgonha. Daí propagou-se por vastas regiões da Europa, mas, como se vê pela Monarquia de Dante, o fim de tão vasto movimento era o QUINTO IMPÉRIO universal. Ver-se-á adiante que, comparativamente com a orientação dada por São Bernardo ao movimento destinado a instaurar um só Imperador para todas as nações do mundo, o que se está a fazer hoje nesse sentido a partir da unificação da Europa corre o risco de se inverter no Império do Anticristo. A unidade das diferenças aparecerá como uniformidade pela anulação dos distintos (nos dois sentidos da palavra), pela redução do superior ao inferior, pelo que se chama hoje “nivelamento por baixo”.
Como se sabe, as nossas duas primeiras dinastias eram borgonhesas. Entre uma e outra insere-se a casa de Lencastre, aliada dos Franceses senhores da Borgonha, vindo por isso reforçar o movimento inicial dado por D. Afonso Henriques. Os portugueses eram para Ibn Arabi, contemporâneo dos nossos primeiros reis, os borgonheses. No tempo de D. Afonso V, a ideia era a de que Portugal se apoderasse da Península Ibérica ao mesmo tempo que Carlos o Temerário, primo direito do nosso rei, e duque da Borgonha, se apoderaria da França e da Alemanha. A batalha de Cluny pôs fim ao sonho imperial da nobreza borgonhesa. D. João II e D. Manuel I procuram realizá-lo pelo mar.
Os Painéis de Nuno Gonçalves, mandados pintar por D. Afonso Quinto, parecem significar a tristeza e a persistência do sonho, embora adiado na sua realização, reflectindo-se no olhar das 60 personagens que os compõem. Ali, no Evangelho de São João, a página mostrada anuncia a vinda do Paracleto num futuro adiado, pois ao mesmo tempo indica um período dominado pelo príncipe deste mundo. Todavia, embora numa oitava inferior, emergiram ao longo do período tenebroso sucessivas tentativas de restaurar o que estava perdido. Neste sentido, é impossível dissociar o movimento político da Restauração pelos quarenta da acção da Companhia de Jesus. A ideia de realização do Império Universal, tal como a sonhou São Bernardo, é retomada, depois de Alcácer Quibir, através do jesuíta Padre António Vieira na sua História do Futuro. A Companhia de Jesus foi, durante a República, vítima de uma campanha cujas senrazões deveriam ser melhor estudadas, sem qualquer reserva mental. Como se depreende dos estudos de Sampaio Bruno, insuspeito porque republicano, os jesuítas foram, em Portugal e na Espanha, os grandes adversários da Inquisição; no entanto, há hoje ainda quem julgue que os dominicanos eram jesuítas, tal a ignorância que campeia por insidiosos processos de natureza histórica.
Fernando Pessoa escreveu que o Padre António Vieira é o Imperador da Língua Portuguesa, da língua portuguesa que é a Pátria imperial do poeta e de todos os que, neste como noutros pontos o seguem. Ele figura na Mensagem como um dos nossos profetas. Depois dele, na Mensagem, é como se mais ninguém existisse. Só o próprio Fernando Pessoa, o último profeta, surgido no fim para anunciar um Portugal novo.

Com os nossos Agradecimentos ao Círculo António Telmo

4 Junho: "Antologia Universal Lusófona"


Revistas políticas e literárias...

Ciclo de Conferências: das revistas políticas e literárias do Estado Novo
Ter (quinzenalmente): 18h
#
A Hemeroteca Municipal de Lisboa e a biblioteca-Museu República e Resistência organizam este ciclo de conferências com o objetivo de revisitar historicamente e de discutir o papel que revistas como a Seara Nova, Integralismo Lusitano, Vértice, A Ocidente, Revista de Economia, A Tempo Presente, O Tempo e o Modo e Política tiveram na crítica, ou na defesa, do regime político da época. Programa: 12 mar
A revista Seara Nova nos anos 60 e 70...
por António Reis 26 mar
A revista Integralismo Lusitano (Lisboa: 1932-1934)
por António Costa Pinto 9 abr
Vértice: revista de cultura e arte (Coimbra: 1942-1974)
por Daniel Pires 7 mai
A Ocidente: revista portuguesa (Lisboa: 1938-1973)
por Luís Bigotte Chorão 21 mai
Revista de Economia (Lisboa: 1948-1964)
por Carlos Bastien 4 jun
A Tempo Presente: revista portuguesa de cultura (Lisboa: 1959-1961)
por Álvaro Costa de Matos 18 jun
O Tempo e o Modo: revista de pensamento e acção (1963-1977)
por Guilherme de Oliveira Martins 2 jul
A revista Política (Lisboa 1969-1974) perante a Primavera Marcelista
por Luís Aguiar Santos

26 Junho: Homenagem a António Banha de Andrade

Dia 26 de Junho, pelas 18h, no Centro Científico e Cultural de Macau, na Rua da Junqueira, em Lisboa.
Intervenções de familiares, do Prof. Artur Anselmo, sobre a Vida Profissional, do Dr. Pinharanda Gomes, sobre o Filósofo, do Prof. Luís Filipe Barreto, sobre o Historiador, e de um representante da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo,donde era natural.
Haverá ainda uma Exposição sobre os Livros publicados e será lançado um projecto para a reedição da sua Obra Completa.

Em Setembro: X Colóquio Antero de Quental

Ver Programa:

Notícia da Obra "Sobre a Saudade" (Colecção NOVA ÁGUIA)


"O Diabo", 26.12.2012

MILhafre: o grande fórum da Lusofonia



Já com mais de 179MIL visitas:
www.mil-hafre.blogspot.com

Sábado, 25 de Maio de 2013

11 Junho: Seminário "Idealismo e Dialéctica"


De Adriano Moreira, para a NOVA ÁGUIA 12: "O Futuro de Portugal"


Para abordar esta questão complexa que se enuncia, no encontro em curso, com a fórmula de simples leitura – O futuro de Portugal – tem de lembrar-se que a pergunta, – sempre angustiante e não tranquilizadora – foi mais de uma vez colocada na história, longa de séculos, de um país que frequentemente teve de avaliar a relação de capacidade com a efetivação de um Projeto Estratégico Nacional.
(excerto)

Tema da Nova Águia 12: 2º Semestre de 2013

O pensamento de António Quadros: nos 20 anos do seu falecimento

Plataforma de Associações Lusófonas

Para mais informações:

De António Braz Teixeira, para a NOVA ÁGUIA 12



A FILOSOFIA DO “SENSO COMUM” DE HERALDO BARBUY (1913-1979)
nos 100 anos do seu falecimento

O LIBERALISMO DE ORLANDO VITORINO
nos 10 anos da sua morte

Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

Em breve, na Colecção NOVA ÁGUIA: "Teoria Nova da Saudade", de Pedro Martins


Um livro é novo e é grande quando amplia de um modo radicalmente diferente o tema em estudo. Dito de outro modo, quando abre um rasgão no conhecimento possuído e cristalizado sobre o tema em apreço, revolucionando-o. São livros, mais do que destinados ao leitor individual, destinados à história do pensamento, fazendo acrescer uma nova dobra no horizonte da historiografia cultural. É este o estatuto de Teoria Nova da Saudade, de Pedro Martins. 
Do prefácio de Miguel Real 

Pedro Martins é um punho seguro, que domina qualquer solavanco, mostrando-se capaz de pôr mão no boleio da frase, organizando-a como um contínuo vivo e ondulante, em que as palavras justas surgem nos lugares certos. O resultado é uma construção sólida, revelando uma mestria e uma finura admiráveis, que mereciam aqui uma nota explicativa. Convenço-me porém que o leitor deste livro sabe do que falo, tão evidente e tão luminoso é o seu opulento edifício discursivo. 
Do posfácio de António Cândido Franco

Em breve, na Colecção NOVA ÁGUIA: "No Labirinto Messiânico de Fernando Pessoa", de Manuel Ferreira Patrício


Em breve, na Colecção NOVA ÁGUIA: "A Obra e o Pensamento de Pinharanda Gomes"

"A voz e a obra de Agostinho da Silva"

"O Diabo", 30.04.2013

Vídeos sobre a Lusofonia

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

"Há uma solução geopolítica para Portugal, sem vergonhas e sem preconceitos"

"O Diabo", 13.11.12

III Ciclo de Estudos em Homenagem a António Telmo

25 de Maio de 2013, 15:00
Sala polivalente da Biblioteca Municipal de Sesimbra
- Lançamento da obra Teoria Nova da Saudade, de Pedro Martins (edição da Zéfiro)
- Colóquio “Tripeça bandárrica: Pascoaes, Pessoa e Régio, poetas de António Telmo”
Oradores:
Roque Braz de Oliveira – Teixeira de Pascoaes e o Regresso ao Paraíso
Teresa David – “Cumprindo (A) Mensagem de Fernando Pessoa a António Telmo”
Eduardo Aroso – “José Régio e As Encruzilhadas de Deus

Ver Programa completo:
http://circuloantoniotelmo.wordpress.com/congeminacoes-2013/