Nesse caminho não vem anjo nem serpente alada. É duro. É real. Se tem humanidade no coração de cada, o nosso mandamento moral é resolver o problema da pobreza em todos os países da CPLP. Esse deve ser o primeiro compromisso civilizacional da lusofonia.
Como é sabido, a Revista A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
A NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu “espírito”, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso Manifesto.
Tal como n’ A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas:
- Primeiro número (1º semestre de 2008): A ideia de Pátria: sua actualidade.
- Segundo número (2º semestre de 2008): António Vieira e o futuro da Lusofonia.
- Terceiro número (1º semestre de 2009): O legado de Agostinho da Silva, 15 anos após a sua morte.
- Quarto número (2º semestre de 2009): Pascoaes, Portugal e a Europa: 20 anos após a queda do Muro de Berlim.
- Quinto número (1º semestre de 2010): Os 100 anos d' A Águia e a situação cultural de hoje (recepção de textos até ao final do presente semestre).
Morada: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais,
Apartado 21, 2711-953 Sintra, Portugal.
Contactos: novaaguia@gmail.com ; 967044286.
PRÓXIMOS LANÇAMENTOS:
16.10.09 - 20h00: Livraria Torga (Ourense, Galiza)
17.10.09 - 10h30: Faculdade de Filosofia (UCP, Braga)
23.10.09 - 19h00: Auditório da Escola Básica de Montargil
23.10.09 - 22h30: Intensidez Bibliocafé (Évora)
24.10.09 - 16h30: Biblioteca Municipal de Cascais
31.10.09 - 15h00: Biblioteca Municipal de Sesimbra
05.11.09 - 14h30: Escola Secundária de Silves
06.11.09 - 14h00: Escola Secundária de Mem Martins
07.11.09 - 15h00: Quinta da Regaleira (Sintra)
11.11.09 - 17h00: Câmara Municipal de Lisboa (C. Grande)
13.11.09 - 21h00: Galeria-Bar Santa Clara (Coimbra)
14.11.09 - 15h00: Biblioteca Municipal de Espinho
14.11.09 - 17h00: Casa da Cultura de Paranhos (Porto)
18.11.09 - 18h30: Associação Agostinho da Silva (Lisboa)
20.11.09 - 21h00: Centro Cultural de Oeiras
25.11.09 - 18h30: Sociedade de Língua Portuguesa (Lisboa)
25.11.09 - 19h30: Loja Rosa-Cruz Amorc (Lisboa)
28.11.09 - 18h00: Café Literário da Feira do Livro de Brasília
02.12.09 - 18h30: Faculdade de Letras da Univ. do Porto
02.12.09 - 21h30: Clube Literário do Porto
02.12.09 - 23h00: Labirinto Bar (Porto)
03.12.09 - 16h30: Biblioteca Municipal de S. João da Madeira
04.12.09 - 21h00: Casa das Cenas (Sintra)
11.12.09 - 21h30: Acad. Problemática e Obscura (Setúbal)
MAPIÁGUIO (mapa de locais de lançamentos da NOVA ÁGUIA): Alhos Vedros, Almada, Amadora, Amarante, Aveiro, Barcelos, Batalha, Belo Horizonte, Braga, Bragança, Brasília, Caldas da Rainha, Campinas, Cascais, Coimbra, Coruche, Díli (Timor), Ericeira, Espinho, Évora, Faial, Faro, Fortaleza, João Pessoa, Leiria, Lisboa, Luanda, Mem Martins, Mindelo, Montargil, Montijo, Nazaré, Nova Iorque, Odivelas, Oeiras, Olhão, Ourense, Ovar, Pangim (Goa), Pisa, Porto, Recife, Régua, Rio de Janeiro, Santiago de Compostela, São João d’El Rei, São Paulo, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Silves, Sintra, Torres Novas, Torres Vedras, Viana do Castelo, Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, Vila Real e Vila Viçosa.
Lançamentos já noticiados em:
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E em muitas dezenas de blogues...
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E ainda no Brasil: Espaço Cultural É-Realizações, Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana - São Paulo; Livraria Hildebrando (Universidade de Brasília).
E ainda na Galiza: Livraria Couceiro (Praça de Cervantes, 6, Santiago de Compostela/ Enrique Dequit, 12, Corunha; Livraria Torga (Ourense, Rua da Paz, 12); Livraria Andel (Vigo, Rua Pintor Lugrís, 10). E ainda em Cabo Verde: Livraria Semente (Mindelo).
Sendo este o Blogue da NOVA ÁGUIA, nele poderão participar todas as pessoas que se encontram integradas nos órgãos da NOVA ÁGUIA (ver coluna esquerda). Para isso, têm plena liberdade, podendo ainda os seus textos ser comentados por qualquer pessoa registada neste Blogue. Apenas não admitimos comentários que excedam o limite da civilidade. Quanto aos textos, pedimos apenas que eles não sejam muito longos, ou seja, que não excedam em muito o limite do écran, e que, obviamente, se coadunem com o cariz deste Blogue, enquanto espaço de reflexão sobre as Raízes e os Horizontes, os Fundamentos e os Firmamentos, da Cultura Lusófona, e com a nossa visão de Portugal, da Comunidade Lusófona e do Mundo: como se depreende do nosso Manifesto, defendemos um Portugal aberto ao mundo, um Portugal lusofonamente multicolor...
P.S.: Reservamo-nos o direito de uniformizar graficamente os textos publicados, bem como de cortar aqueles que, a nosso ver, careçam de qualidade mínima ou que não se coadunem com o cariz deste Blogue. Quanto às “etiquetas”, solicitamos que, sempre que possível, sejam usadas as já existentes (ver lista de etiquetas na coluna esquerda, após “órgãos da NOVA ÁGUIA” e “Bibliáguio”).
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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Não vem anjo...
Nesse caminho não vem anjo nem serpente alada. É duro. É real. Se tem humanidade no coração de cada, o nosso mandamento moral é resolver o problema da pobreza em todos os países da CPLP. Esse deve ser o primeiro compromisso civilizacional da lusofonia.
ESTA SEXTA, LANÇAMENTO EM COIMBRA...
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13.11.09 - 21h00: Galeria-Bar Santa Clara (Coimbra)
Rua António Augusto Gonçalves, 67
Apresentação de António Pedro Pita
domingo, 8 de Novembro de 2009
ESTRADA NACIONAL 103 - O CRIME...
(CONTINUAÇÃO)
Passada esta longa ausência vamos hoje dar seguimento à história, num registo livre de humor, esse, fica para o final. Para já, é necessário pegar no último parágrafo do texto anterior e tentar perceber que aconteceu ao típico casal de classe média da Rinchoa que, a altas horas em direcção à terra após uma chamada da “velha”, se depara com um corpo morto no meio da estrada. Vamos apenas levantar a ponta do véu… dado ser mais excitante, vamos lá começar a despir a história aos poucos em vez de a destapar de uma vez só…
- Tás parva mulher? Contorno o quê? Contorno e vamos pelo barranco abaixo que o espaço é curto! Estúpida! Fosses tu um fósforo e chegava-te o lume para alumiar a estrada… tá calada e…cala-te!
De pistola em punho saiu do carro e avançou, receoso, um par de metros e de repente…
- Não acredito!
Lá de dentro, estirada sobre o tablier com a fronha colada no vidro a mulher guinchava:
-Que é homem? Diz lá! O que é?
- É um corpo!... É um homem… E parece morto! - Disse enquanto espreitava para o barranco.De repente… arregalou o olhar… ao fundo, a alta velocidade…
MEIA HORA ANTES…
Sob o mesmo céu estrelado, sem mácula de nuvens, com uma luazinha cheia de cumplicidade, só a respiração pesada e ofegante dos dois homens em corrida desenfreada cortava o silêncio de morte naquela mata densa e traiçoeira. Experimentavam o terror puro e absoluto lapidado no pânico de que a sua corrida vertiginosa não lhes evitasse a morte. Perto, cada vez mais perto, sentiam os latidos dos cães e dos outros dois homens que os perseguiam, longe, cada vez mais longe, esfumava-se o declive junto à estrada nacional, sua única hipótese de escapar com vida naquela terra ensopada e cheia de ratoeiras.
Do bafo gélido e esparso do homem que seguia na frente sairam-lhe as últimas frases que conseguira articular:
- Só mais um esforço…arf, arf… Acolá, onde estão aqueles dois carvalhos, há um declive e depois a estrada nacional… arf, arf… Se chegarmos à estrada estamos safos… a seguir é uma ribanceira lisa, lisinha é so escorregar até ao rio… Corre… se nos apanham matam-nos… Corre caraças!
O outro ainda balbuciara qualquer coisa entaramelada no meio da espuminha a escorrer pelo canto da boca e deixara-se cair exausto.Preparava-se para voltar à corrida, mas num ápice foram alcançados pelos dois perseguidores de camuflado, caçadeira em punho e muita raiva nas palavras, acompanhados dos cães.Um indivíduo alto e entroncado estacou e, apontando-lhe a caçadeira, perguntou-lhe de chofre:
- O dinheiro? Onde está o dinheiro? Dá-mo já!
O homem só pensava na ribanceira lisa, lisinha que os levaria até ao rio, mas estendendo a mão direita atirou-lhe aos pés um volumoso saco de plástico cheio de notas. É então que o atirador repara no outro caído no chão. Reconhecera-lhe as feições, o seu amigo Chico duma infancia feliz e longínqua e do dia em que, sem saber nadar, caíra no poço e quase morrera afogado não fosse a pronta intervenção do amigo estendendo-lhe um pequeno tronco para o ajudar a sair.
- Eu não tenho nada a ver com isto, não fiz nada! Juro! Foi ele – Apontando o companheiro com a mão a tremer.- Raspa-ta! Ordenou-lhe o atirador – Raspa-te! E Oxalá eu não me arrependa…
O indivíduo levantara-se a custo, embora receoso de ser abatido pelas costas não se fizera rogado e ante tal benesse nem olhou para trás… Já mais recomposto , estugou o passo e embrenhou-se no emaranhado de arbustos e ramos rasteiros.
O atirador virou-se então para o indivíduo que levava o dinheiro:
- Quanto a ti… Vais arrepender-te aqui e explicar-te lá em cima - Disse apontando com o queixo para o céu.
Aterrorizado, o homem começou a cambalear às arrecuas implorando que o deixasse ir também… Que nunca mais o veria… A chumbada fora certeiramente fatal no peito. Com o embate, o homem rodopiou e, estando já à beira do declive, rebolou pela encosta abaixo só estacando no meio da estrada.
- Merda! - Pragejou o companheiro - Isto vai dar raia!
- Agora já está… - Ripostou o atirador…
Lá do alto avistaram a 4L que se aproximava…
- Vamos, vem lá um carro…
- E se o outro dá com a língua nos dentes?
- Agora já não há nada a fazer… Vá, vamos…
- Deixaste-o ir embora pá!- Pois… Logo quem havia de dizer… Coicidências dum raio, o gajo salvou-me a vida em miúdo…
- Tá bem, tá bem… Só espero que ele desapareça e não dê com a língua nos dentes… Tens o dinheiro?
- Sim… - Disse-lhe exibindo o saco na sua mão - De caçadeira ao ombro afastaram-se dali.
ENTRETANTO NA ESTRADA…
O homem ainda contemplava com espanto animal o corpo morto à sua frente, quando, num repente, se lhe arregalaram os olhos…
Só me faltava mais esta, disse para com os seus botões, ante a visão do carro da brigada de trânsito da GNR de cujo interior acabavam de sair dois agentes.Os homens vinham para o autuar pela falta da luz de presença traseira, mas ao sair do carro, de imediato, lhe deram voz de prisão. No meio da confusão o condutor esquecera-se que tinha a pistola na mão. Coincidência dum raio… Ter-se esquecido de que ainda empunhava a pistola. Bom ou mau pagador, o certo é que não lhe aceitaram desculpas ou justificações. Dentro do carro, a mulher não resistira a tanta emoção mais forte que a novela das oito e desmaiara. De repente, quando os guardas se preparavam para algemá-lo, vindo dos arbustos junto à valeta, do lado esquerdo da estrada, surgiu aquele a quem os dois perseguidores tinham poupado a vida. Demasiado exausto e cambaleante, sucumbira ao remorso e ao pragmatismo duro da realidade, sem forças, cheio de sede, arranhado e ensanguentado das silvas, o homem decidira entregar-se…
O cabo da GNR, confuso e irado, mais habituado a controlar rixas de bêbedos e zaragatas de futebol distrital que à contabilização daquela meada pródiga em pontas soltas, não se conteve:
- Ora bem… Um chaço sem luz traseira, um morto na estrada, um condutor de pistola na mão e um maltrapilho a dizer que se entrega, mas que raio de história vem a ser esta? Alguém é capaz de me explicar o que se passa aqui?
- Eu… Posso explicar… - Disse o maltrapilho…
(CONTINUA - O próximo episódio “ Estrada Nacional 103 – O regresso” será o último ficando, desde já, assegurado um regresso ao humor e sarcasmo e um final… inesperado…)
A Lâmpada Maravilhosa em Sintra - I
A Alma
A alma é claramente mais sólida que os organismos que utiliza para se movimentar num ecossistema planetário. É claramente possível abraçar tudo, todo o vazio abundante. A ciência não é mais do que uma religião, as religiões são chamadas como tal porque se diz que as pessoas acreditam, têm fé em algo, ora, na ciência, as pessoas acreditam que controlam e fazem o seu próprio destino, mas também isto é uma crença. A ciência é mais um instrumento de fé, pois são as religiões tão cientificas quanto a ciência é religiosa. Engraçado é que a ciência, essa religião, é igual aos descobrimentos que foram feitos por via marítima, descobrem aquilo que já lá está. Os cientistas já afirmaram que o planeta era plano e quadrado, depois afirmaram ser redondo para ainda afirmarem que afinal ele é oval, em tudo isto a ciência acreditou com muita fé e recheada de certezas.
Díli já pode concorrer a programas norte-americanos de redução da pobreza
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O programa criado pelos Estados Unidos para a redução da pobreza nos países em desenvolvimento vai contar a partir deste ano com Timor-Leste, disse hoje à Lusa o embaixador timorense em Washington.
Contactado telefonicamente a partir de Lisboa, Constâncio Pinto, que apresentou quarta-feira cartas credenciais ao Presidente Barack Obama, salientou que para beneficiar já este ano do Millennium Challenge Account (Conta do Milénio) Timor-Leste "vai ter que trabalhar muito".
A Conta do Milénio é gerida pela Millennium Challenge Corporation (MCC), uma agência da Administração norte-americana, e foi criada em 2004 pelo Presidente George W. Bush.
O objectivo deste programa é financiar projecto de redução da pobreza e de crescimento económico.
A elegibilidade de qualquer país depende da conjugação de 17 indicadores, tendo Timor-Leste, em 2008, registado uma avaliação negativa em dois dos mais importantes: o controlo da corrupção e os direitos de propriedade.
Outro programa de que Timor-Leste vai beneficiar é o Acordo Preferencial de Tarifas (GSP, no acrónimo em língua inglesa), que permitirá a exportação de mais de Mil e 500 produtos para os Estados Unidos, sem pagar taxas alfandegárias, precisou o embaixador Constâncio Pinto.
Timor-Leste é actualmente o 211º parceiro comercial dos Estados Unidos, e em 2008, as trocas comerciais bilaterais ascenderam a 5 milhões de dólares (3,3 milhões de euros).
Naquele período os bens exportados pelos Estados Unidos (químicos inorgânicos e máquinas eléctricas, entre outros produtos), totalizaram cinco milhões de dólares, enquanto que Timor-Leste vendeu apenas 24 mil dólares de bens, pelo que o saldo da balança comercial bilateral é favorável, na quase totalidade, aos Estados Unidos, o que traduz uma diminuição de 52,7 por cento relativamente a 2007.
"Os Estados Unidos mantêm ainda acções de cooperação em Timor-Leste na área da defesa, na formação dos nossos militares", recordou Constâncio Pinto.
Quanto à continuidade da aplicação do Fundo Petrolífero timorense em activos do tesouro federal norte-americano, o embaixador de Timor-Leste disse à Lusa não dispor ainda de nenhuma informação ou indicação para alterar aquela opção.
No passado dia 21 de Outubro, o Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse ser urgente diversificar as aplicações do Fundo Petrolífero, actualmente em títulos do tesouro norte-americano, devido à desvalorização do dólar.
O Fundo Petrolífero reúne as receitas resultantes da exploração dos hidrocarbonetos timorenses e a legislação timorense em vigor estipula que o Estado timorense deve investir 90 por cento em títulos de tesouro americanos, e 10 por cento noutros títulos.
A gestão do Fundo Petrolífero é feita conjuntamente pela Autoridade Bancária de Pagamentos, que tem funções de banco central, e pelo Ministério das Finanças.
"Devemos diversificar o investimento. Que tipo (de investimento) ainda não se sabe. Possivelmente investir noutras áreas, na Europa por exemplo, mas concretamente ainda não está definido", disse Constâncio Pinto.
O novo embaixador timorense vai residir em Washington, o que sucederá pela primeira vez, uma opção ditada por "questões logísticas", concluiu o diplomata.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24474&catogory=Timor%20Lorosae
Três médicos e quatro enfermeiros portugueses ajudam na luta contra o dengue
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Uma equipa de três médicos e quatro enfermeiros dos Hospitais da Universidade de Coimbra partiu ontem para Cabo Verde, que vive a braços com a primeira epidemia de dengue do país.
Há mais de nove mil pessoas infectadas e pelo menos seis mortos. Outro médico partirá na próxima semana para reforçar a equipa de voluntários que é financiada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e equipada pelo Ministério da Saúde.
Esta é a resposta do Governo português ao apelo lançado pelo Executivo cabo-verdiano. Os profissionais de saúde, especialistas em cuidados intensivos e doenças crónicas, vão ser destacados para o Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia, podendo ser contudo afectados a outras áreas caso essa seja a decisão das autoridades.
A equipa ficará oito a dez dias no arquipélago, disse ao DN o seu coordenador, o médico João Paulo Almeida e Sousa, mas poderá ser substituída por outra caso haja necessidade de alargar a missão.
"Nós vamos fazer em Cabo Verde aquilo que fazemos todos os dias, que é tratar doentes graves" acrescentou, destacando a rapidez com que a equipa foi organizada. O médico referiu que apenas um dos elementos tem experiência em missões de emergência - esteve em Bam, Irão, após o terramoto de 2003.
Junto com os profissionais seguem também medicamentos para tratar os sintomas da doença, já que não existe um fármaco específico para a dengue.
A doença, transmitida por um mosquito, caracteriza-se por febres altas, dores de cabeça (na região frontal) e atrás dos olhos e por um cansaço generalizado. No caso da dengue hemorrágica (mais grave e que pode ser fatal), surgem também hemorragias. O mosquito que transmite a doença existe em Cabo Verde, mas esta é a primeira vez que ocorre uma epidemia da doença. Os primeiros casos começaram em Setembro, tendo as mortes ocorrido apenas esta semana.
"Nós vamos mobilizar toda a sociedade para o combate, na medida em que a forma eficaz de lutar contra a epidemia consiste em interromper o ciclo de transmissão vectorial da doença", disse o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves.
As autoridades, que lançaram apelos não só a Portugal, mas também a Espanha, França, Brasil e Cuba (que já prontificaram a enviar médicos, medicamentos e equipamento), estavam a ponderar declarar o estado de emergência. Há relatos de casos de doença em todas as ilhas, à excepção de Boa Vista e de Santo Antão.
Para ajudar a conter a epidemia, o Governo cabo-verdiano disponibilizou 400 mil euros e recrutou médicos e técnicos de saúde já reformados. Além disso, declarou a tolerância de ponto na passada sexta-feira, de forma a envolver toda a sociedade civil na campanha nacional de limpeza e irradicação do mosquito - que se desenvolve em locais com água parada.
A epidemia da dengue surge no momento em que o arquipélago se debate também com a gripe A. Já foram registado 62 casos no arquipélago, segundo o balanço da Organização Mundial de Saúde, nenhum dos quais mortal. Segundo as informações dos jornais locais, os hospitais estão a abarrotar e os repelentes desapareceram dos supermercados e farmácias.
Fonte: DN
Homenagem ao professor Leodegário
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Adelto Gonçalves*
I
Realizado de 17 a 21 de setembro de 2007, no Rio de Janeiro, o Congresso Internacional de Língua Portuguesa, Filosofia e Literaturas de Língua Portuguesa homenageou o 63º aniversário de fundação da Academia Brasileira de Filologia (Abrafil) e o 80º aniversário de Leodegário A. de Azevedo Filho, professor emérito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), fundador e presidente atual da Abrafil.
Com o apoio da Faculdade CCAA, saiu à luz um grosso volume de quase 500 páginas reunindo as conferências, resumos de comunicações livres e textos especiais apresentados durante a semana de realização do Congresso, que contou com a participação não só de renomados filólogos e acadêmicos brasileiros e portugueses como de estudiosos de vários países, como Inglaterra, Espanha, Suíça e Japão.
Encarregado por seu pares, o professor Antônio Martins de Araújo, presidente da Comissão Executiva do Congresso, destacou a carreira do professor Leodegário, titular cadeira de Literatura Portuguesa, aposentado, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e professor emérito da Uerj, além de intelectual com vasta obra em que se destaca a hercúlea missão que assumiu de estabelecer a verdade textual da lírica de Luís de Camões. Já datam dos anos 70 seus Ensaios de Lingüística e Filologia, ponto de partida para seus estudos camonianos: O cânone lírico de Camões e A lírica de Camões e o Problema dos manuscritos.
Nos últimos tempos, o professor tem publicado e oferecido a sua legião de amigos uma série de plaquetes sobre o tema, além de liderar uma equipe de estudiosos que vem publicando a edição crítica da Lírica de Camões, planejada inicialmente pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (IN-CM), de Lisboa, para ser editada em oito volumes distribuídos em doze tomos. Como destacou o professor Araújo, cerca de dois terços do plano editorial da obra já se encontram editados.
Sua última grande missão foi a publicação de uma edição fac-similada de Os Lusíadas, pela editora Francisco Alves, do Rio de Janeiro, exemplar do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) que pertenceu à biblioteca particular do imperador Pedro II. É um trabalho que constitui uma contribuição inestimável para uma futura edição crítica ou uma edição diplomático-interpretativa que, como se sabe, ainda não se fez de modo satisfatório, ainda que já tenham sido publicadas tanto em Portugal como no Brasil edições que foram e continuam sendo muito úteis para o estudo da obra camoniana.
Nem por isso o professor Leodegário deixa de continuar a oferecer aos seus amigos e admiradores suas famosas plaquetes - as últimas, Camões: um soneto do corpus possibile - o dia em que eu nasci moura e pereça (Rio de Janeiro, H.P.ComuniCação Editora, 2009, 2ª ed.) e Fernando Pessoa, seus heterônimos e a emergência do novo (2009), texto que ofereceu àqueles que tiveram a oportunidade de participar da cerimônia em que recebeu o Diploma de Doutor Honoris Causa conferido pela Universidade Fernando Pessoa, do Porto, no dia 13 de junho de 2008, data de nascimento do poeta português.
II
Entre as 41 conferências que fazem parte do livro-homenagem, aquela que abre a edição, “A moderna escola camoniana brasileira”, da professora Marina Machado Rodrigues, da Uerj, destaca exatamente esse trabalho da equipe criada pelo professor Leodegário para lidar com um dos mais complexos problemas da Língua Portuguesa. Como se sabe, a Camões se chegou a atribuir mais de 600 composições até o final do século XIX. Depois, concluiu-se que teria composto minimamente 133 textos líricos.
Como observa a professora Marina, os equívocos em relação à autoria camoniana têm início ainda no século XVI, já que Camões publicou em vida, além do poema épico Os Lusíadas, de 1572, somente três textos líricos: a ode ao Conde do Redondo, “Aquele único exemplo”, em homenagem a Garcia d´Orta, nos Colóquios dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia, deste último (1563); o soneto “Vós nimphas da Gangética espessura” e a elegia “Depois que Magalhães teve tecida”, ambos dedicados a D.Leonis Pereira, embora os tercetos fossem em homenagem a Pêro Magalhães Gândavo, autor de História da Província Santa Cruz a que vulgarmente chamam Brasil (1576), onde foram publicados os dois últimos. Todas as outras composições, assinala a professora, ficaram dispersas em “cancioneiros de mão” e foram recolhidas mais tarde pela tradição impressa, o que favoreceu a inclusão de textos apócrifos.
Foi Emmanuel Pereira Filho quem, em 1967, escreveu o ensaio “Aspectos da Lírica de Camões”, publicado nas Atas do I Simpósio de Língua e Literatura Portuguesa, com uma proposta concreta para a revisão dos muitos equívocos que marcaram a edição impressa das obras de Camões. Foi com ele que nasceu a Escola Camoniana Brasileira, assim batizada por Antonio Houaiss, para destacar uma metodologia que se diferenciava das demais.
Com a morte prematura de Emmanuel Pereira Filho, o professor Leodegário assumiu a tarefa de se chegar próximo tanto quanto possível do original perdido, recusando critérios subjetivos e partindo de seguros métodos ecdóticos. É claro que, como ressalta a professora Marina, à falta de um autógrafo do poeta, lidamos sempre com hipóteses. E sempre haverá quem possa contestar este ou aquele critério ou definição.
III
Seja como for, como observa no ensaio “Posições teóricas de crítica textual de Leodegário A. de Azevedo Filho na edição de Sonetos de Luís de Camões em 2004”, o professor José Pereira da Silva, da Uerj e da Abrafil, o método adotado pelo professor Leodegário procura desenvolver um corpus com incerteza autoral mínima, criando assim “a primeira e mais importante dimensão da lírica de Camões”.
Afirma Pereira, com justiça, que o professor aplica critérios de crítica textual bastante rigorosos, que levam a um pequeno elenco de obras. “Busca estabelecer um conjunto de poemas líricos de Camões que materialize o conceito de corpus minimum - entendido este como o menor elenco de obras que apresenta um mínimo de incerteza autoral por atender, sem redundância, ao máximo rigor possível da crítica textual para determinação do autor”, diz. E acrescenta: “Consegue colecionar os poemas sobre os quais as dúvidas de autoria tornaram-se insignificantes mesmo para os mais céticos”.
Dessa maneira, lembra Pereira, com a perseverante dedicação do professor Leodegário, mais 31 sonetos puderam ser incluídos nesse corpus minimum (estabelecido por Emmanuel Pereira Filho), chegando ao total de 65 textos dos quais dificilmente se poderá negar a autoria de Camões. E que estão na edição de Sonetos de Luís de Camões: Corpus minimum. Textos estabelecidos por Leodegário A. de Azevedo Filho, a partir de manuscritos quinhentistas (Rio de Janeiro, Francisco Alves, 2004).
Agora, ficamos no aguardo da conclusão dos trabalhos da edição completa de Camões pela IN-CM, que deverá trazer a confirmação de todos os poemas líricos que resultaram da pena do maior poeta da Língua Portuguesa. “Senão de todos, ao menos daqueles para os quais esta possibilidade exista”, como observa Pereira.
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CONGRESSO INTERNACIONAL DE LÍNGUA PORTUGUESA, FILOSOFIA E LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA COMEMORATIVO DO 63º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DA ABRAFIL E DO 80º ANIVERSÁRIO DO PROFESSOR EMÉRITO DA UERJ, LEODEGÁRIO A. DE AZEVEDO FILHO, organizado por Leodegário A.de Azevedo Filho, Ilka Azevedo e Marcia Moraes. Rio de Janeiro: CCAA Editora, 2008, 496 págs.
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(*) Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage: o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003). E-mail: marilizadelto@uol.com.br
NOVA ÁGUIA Nº4: LANÇAMENTO EM BRASÍLIA...
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28.11.09 - 18h00: Café Literário da Feira do Livro de Brasília
Com a presença de João Ferreira, Santiago Naud e Lúcia Helena Alves de Sá.
No dia 29, no mesmo espaço, decorrerá um debate sobre "Convergência da Língua Portuguesa", com comunicações de Amândio Silva (do MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO), bem como dos Embaixadores de Timor-Leste e de Cabo Verde.
A queda do muro de Berlim
Faz 20 anos, amanhã, dia 9. O Muro de Berlim caiu sob o estrondo da implosão do império soviético. Por cá viviam-se os anos cinzentos do cavaquismo. O anti-comunismo primário de Cavaco Silva, tributário da regência de Ronald Reagen, recém-substituído em Janeiro desse ano por Bush-pai, parecia ver-se chancelado pela História, ao vivo e em directo. Já muitos previam o fim do Partido Comunista Português e a vitória definitiva do neo-liberalismo cunhado pela trupe Thatcher-Pinochet e apresentado ao mundo como a vitoriosa ascensão do pragmatismo económico na ressaca do fim das ideologias.
O frugal Cavaco Silva desses tempos aparecia entre nós como uma espécie de versão ‘alcohol free’ dos maneirismos políticos abrutalhados da Dama de Ferro, talvez a maior apreciadora de Gin depois da Rainha-mãe, ainda viva e a dar horas. Em termos de imagem política é o que mais se pode aproximar dum cavalo-de-pau – dá para baloiçar, mas não nos leva a lado nenhum.
Mas isto sem excesso de ironia.
A queda do muro, no contexto da nossa integração europeia, foi vista, também, como uma possível ameaça da galinha dos ovos de ouro do reformismo cavaquista: com a reunificação da Alemanha a torneira dos fundos estruturais iria, certamente, fechar-se, para que o maior contribuinte para o orçamento da então CEE pudesse custear a integração da sua metade reduzida a um estado paupérrimo.
E havia, também, o medo de que essa reunificação fizesse emergir a Alemanha como uma potência mais do que regional, até então alinhada com o guarda-chuva europeu para reabilitação da sua imagem, depois do horror do Reich. Principalmente em França os velhos medos emergiram. Mas Saddam Hussein apressou-se a demonstrar que os perigos para o mundo agora desequilibrado viriam doutros quadrantes.
Mas a primeira intervenção militar da Alemanha fora do seu território depois de 1945 só teria lugar dez anos depois, no Kosovo. Aí já esses medos estavam completamente dissipados e o processo de integração europeia corria a bom ritmo, com a Alemanha reunificada a continuar a suportar uma fatia generosa do orçamento europeu.
Hoje a Guerra Fria parece um pesadelo longínquo, perdido na infância do mundo. Muitos biliões de bites depois, a geografia política, económica e cultural do mundo mudou. A escala dos acontecimentos tornou-se infinitamente mais densa e os seus significados, antes regidos pelos mitemas ideológicos, ganham uma viscosidade proteiforme no plasma da mediatização planetária.
Mas o mundo de hoje já tem um Inimigo, agora a diabolização do outro já não tem uma fronteira bem definida, uma vez que estamos na era quiliástica com que sonhava o reaganismo: voltámos ao espírito de cruzada, temos uma massa de infiéis que nos odeia, dum ódio visceral só possível a outros de nós, que se sabem reflexos nossos e que, tal como nós, não querem assumir todas as consequências disso. Nenhuma das imagens invertidas é o original da outra, porque neste jogo de espelhos não há autenticidade.
Não pode haver autenticidade na recusa do outro em nós, ou da recusa de nós no outro.
A queda do muro de Berlim não foi, portanto, uma mudança de paradigma, foi antes o reforçar do paradigma da beligerância em nome do vazio histórico.
Neste tempo em que se torna possível viver em comunidade mesmo a grandes distâncias, falar em fronteiras e em delimitações territoriais do humano é tão absurdo quanto querer ver na queda do muro uma vitória do capitalismo sobre o seu contrário, quando sabemos que o capitalismo não admite contrários. Só haverá libertação se deixarmos de querer viver acorrentados.
A vida do Espírito não se coaduna com muros, muralhas, redomas ou estufas, é agregação e superabundância, não segregação e miséria humana repartida por espaços condenados ao fracasso e à frustração.
Se quisermos uma representação exacta do mapa geopolítico do mundo, para além das fronteiras políticas e dos gigantes insanos, os Estados, dentro delas confinados, teríamos que contar com as mega-corporações, multi e trans-nacionais. Se tivéssemos um galvanómetro que pudesse medir com exactidão a potência do poder de cada uma dessas entidades, dos estados e das mega-corporações, talvez estas últimas se revelassem uma surpresa. Até a Alemanha se tem que vergar perante as mudanças de humor da General Motors. O que é, no meio disto tudo, o mosquito socrático, plantado num dos recantos da Península Ibérica?
Ruge gravíssimos rugidos, o bichano? Felizmente não.
E, contudo, a lusofonia, vivida em autenticidade, pode ser uma via de afirmação do futuro. Mas sem epifanias desta ou daquela grandiloquência de quem tem baús cheios de antigamente. A antiguidade é outra coisa, mas para isso há que ter estofo de mareante.
E no mar não há muros. Nem fronteiras. Nem teias de aranha.
Em certo sentido a aranha acaba por cair na sua própria teia. A queda do muro é o resultado dum processo assim. A Cortina de Ferro, urdida do lado de cá e do lado de lá, tornou-se obsoleta precisamente porque cumpriu a sua função: manter a humanidade no redil.
A Lusofonia não pode ser uma vontade de redil.
Fora com os baronetes, tiranetes e títeres da subjugação económica e mental.
Vivam os homens e as mulheres que fazem sociedade conversável, sociedade vivenciável, sociedade fraterna, culturalmente multi-expansiva, mesmo à custa da sua vida, da sua liberdade, da sua reputação. Quem se lembra, por exemplo, dos jornalistas perseguidos no espaço da lusofonia? Este é um problema que merece a nossa atenção, não os festins dos contentes consigo mesmos.
Como diz Leonardo Coimbra, no primeiro número da Revista Águia:
“Partindo de si, o homem deve abraçar todo o Universo.
Ser a boca onde todas as dores venham cantar, os olhos onde todos os sofrimentos venham chorar lágrimas de piedade e ternuras universais.”
A compaixão como centro da vida, e daquilo a que chamamos, impropriamente, política, por lhe termos perdido o sentido. Porque, como diz Jaime Cortesão no mesmo número daquela revista:
“Os homens são todos cegos, e os mais cegos ainda são os que têm olhos. Ter olhos só é cegar. Com eles vemos apenas a face fria e impassível das coisas.”
(continua).
Tempos
A humanidade só aproveitou o que era mau, basta olharem à vossa volta para verem o resultado, aquecimento global, fome, guerras, etc. A sociedade sempre rejeitou as pessoas de bem, basta consultar a história, o homem de bem não deve esperar mais do que a rejeição. Pois se as pessoas são más, só os maus farão parte da sociedade, hierarquicamente.
Disse alguém um dia que se deus não existe tudo é permitido, logo, as pessoas que temos e que para elas é tudo permitido, destruíram o mundo e a sociedade.
Se as pessoas agem assim por se acharem muito espertas, porque é do intelecto delas que parte essa atrocidade, por que razão, aqueles que são bem mais sábios do que elas preferem morrer pelo seu intelecto?
Não consideram que os maus têm um intelecto precoce? Que em vez de vencerem os obstáculos precipitam-se no abismo?
Se são diminuídos mentalmente, porque governam eles? Não será apenas por ganância e ostentação? A soberba!
MP2W - Todo Es Nada
Para os amantes canibais da pátria
JORNADAS LUSO-ESPANHOLAS DE FILOSOFIA
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FILOSOFIA E LITERATURA NA PENÍNSULA IBÉRICA: RESPOSTAS À CRISE FINISSECULAR
26 e 27 de Novembro de 2009
Local: Academia Portuguesa da História
Palácio dos Lilases, Alameda das Linhas de Torres, nº 198-200 Lisboa
26 de Novembro (Academia Portuguesa da História)
9h 30m: Abertura
10h – José Luis Abellán (Univ. Complutense), El “Problema de España” en el 98
10h 50m- Pedro Calafate (Univ. de Lisboa), A Reflexão sobre Portugal na Viragem do Século (1870-1911)
11h 40m – Debate e intervalo
12h-José Luis Mora (Univ. Autónoma de Madrid), Filosofia y Literatura en el Pensamiento Español (1868-1931)
12h 50m - Debate
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15h- Fernando Hermida (Univ. Autónoma de Madrid), Positivismo y Literatura en el Regeneracionismo Español
15h 30m - José Esteves Pereira (Univ. Nova de Lisboa), O Projecto Político Positivista em Portugal
16h – Ramon Emílio Mandado (Univ. Complutense), El Debate sobre la Novela entre Ortega y Baroja
16h 30m – Debate e intervalo
17h - Jorge Novella Suárez (Univ. de Múrcia), La Polémica de la Ciencia Española (1878)
17h 30m- Manuel Gama (Univ do Minho), A Questão da Filosofia Portuguesa
18h - Glória da Cunha (Morehouse College- Atlanta), Pensadoras de la Nación: Filosofia y Literatura en Iberoamérica
18h 30m- Debate
27 de Novembro (Academia Portuguesa da História)
9h 30m - Pedro Cerezo Galán (Univ. de Granada), De la Razón Vital a la Razón Poética: de Ortega a Zambrano
10h 20m-Leonel Ribeiro dos Santos (Univ. de Lisboa/CFUL), Géneros Flutuantes: de Antero a Pessoa
11h – Debate e intervalo
11h 30m– Paulo Borges (Univ. de Lisboa/CFUL), Eu e Outro em António Machado e Fernando Pessoa
12h- Norberto Cunha (Univ. do Minho), Poesia e Filosofia em Teixeira de Pascoaes e Maria Zambrano
12h 45m – Debate
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15h – Juan Fernando Ortega (Univ. De Málaga), Filosofia y Literatura en Maria Zambrano
15h 30m- Filipa Soares (Univ. Autónoma de Madrid), Respostas à Crise Finissecular na Obra de Eça de Queiroz
16h -Quintin Racionero (UNED), Materiales para una Critica del Concepto de ‘Generación’. Contrastes y Diferencias en Torno a la Idea de España en los Pensadores del 98
16h 30m – Debate e intervalo
17h -Ernesto Castro Leal (Univ. de Lisboa), A Reorganização Nacional em Alves da Veiga numa Perspectiva Peninsular.
17h 30m – Sérgio Campos Matos (Univ. de Lisboa), Iberismo, Hispanismo e Peninsularismo - Portugal e Espanha (1890-1931)
18h 15m – Debate e encerramento.
Comissão Organizadora: Pedro Calafate (Univ. de Lisboa), José Luis Mora (Univ. Autónoma de Madrid)
Instituições Promotoras: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa/Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa / Asociación de Hispanismo Filosófico
Apoios: Academia Portuguesa da História/ Fundação para a Ciência e Tecnologia / Embaixada de Espanha
sábado, 7 de Novembro de 2009
A Pintura é um olho cego que continua a ver, que vê o que o cega

Bram Van Velde, Sans titre, 1936/1941
Guache sobre cartão, 125,8 x 75,8 cm
Doação de Samuel Beckett, 1982
Centro Georges Pompidou
(imagem do Google)
Pintar é acercar-se do nada. Pinto a impossibilidade de pintar. [...] o importante é não ser nada[...]. A Pintura é um olho cego que continua a ver, que vê o que o cega [...]. Para ser autêntico é necessário submergir-se, tocar o fundo [...]. Dizer o nada [...]. Não ser nada, simplesmente nada [...]. A arte é um esforço para o impossível, o desconhecido [...]. É necessário tratar de ver onde ver já não é possível ou onde já não há visibilidade [...]. Não assino as minhas telas. Não se pode pôr um nome no que ultrapassa o indivíduo [...]. Para chegar a certo algo, é necessário não ser nada [...]. Importa avançar sem saber nada, inclusive sem saber aonde se vai [...]. Tal é o que me permite fazer visível o invisível [...]. A pintura é o abismar-se, a imersão [...]. Quanto mais se está perdido, mais se é empurrado para a raiz, a profundidade [...]. O que sai de mim é sempre desconhecido. Tal é a razão de viver neste perpétuo assombro [...]. É terrivelmente difícil aproximar-se do nada.
- Charles Juliet, Rencontres avec Bram van Velde, Fata Morgana, 1978.
Diário da NOVA ÁGUIA: 7 de Novembro...


(António Telmo, apresentando a obra "A verdadeira história de Aladino e a lâmpada maravilhosa", de Rodrigo Sobral Cunha - Colecção NOVA ÁGUIA)
(Aladino junto do seu tapete voador)
Jurista angolano defende língua portuguesa como referência na construção da nação
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Luanda - O jurista Carlos Feijó, considerou quarta-feira, em Luanda, que a língua portuguesa é um elemento de referência fundamental no processo de construção da nação angolana.
Carlos Feijó fez pronunciamento quando dissertava sobre o tema: "A Língua Portuguesa na Cooperação Económica e na Reconstrução de Angola", numa conferência promovida pela empresa construtora portuguesa Visabeira Angola.
Segundo Feijó, a língua portuguesa funciona como elemento de comunicação privilegiada, que permite "cada um de nós fazer parte dessa comunidade angolana, por formas a comunicar-nos bem, seja no plano económico, político, jurídico ou cultural".
Para o jurista, o português é um língua com um futuro em termos de unidade nacional, coesão social, consolidação, daquilo que se pode chamar a própria angolanidade.
"O português em Angola é de facto uma língua que para alguns é considerada como língua oficial de Angola e outros dizem que deve estar inserido nas línguas nacionais". "Há correntes diferentes, como aqueles que consideram que as línguas que hoje são chamadas as línguas nacionais são as línguas locais e o português pela sua transversalidade é a língua nacional", referiu.
A conferência, que se realizou por ocasião dos 12 anos da Visabeira Angola, realizou-se no auditório Pepetela no Centro Cultural Português em Luanda.
Segundo os organizadores, o bloco linguístico lusófono, representado pelos oradores de Angola, Portugal e um representante do Brasil, tem subjacente a ideia de que cada um daqueles países tem assente o seu desenvolvimento e pode basear o seu crescimento sustentado na sua cultura, em geral, e na sua língua, em particular, nomeadamente, como actores económicos nos quadros da União Europeia, do Merco-sul e da SADC.
P. Antônio Vieira como Patrono da Lusofonia Mundial
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Caros Amigos,
Envio para a sua consideração dois textos, propondo o P. Antônio Vieira como Patrono da Lusofonia Mundial (clique no link):http://tribunalusofona.blogspot.com/2009/11/p-antonio-vieira-patrono-da-lusofonia.htmle indicando a data da morte de Vieira, como Dia Mundial da Lusofonia: 18 de julho.(Clique no link):http://tribunalusofona.blogspot.com/2009/11/dia-mundial-da-lusofonia.html
Digam-me o que pensam e como isto pode tramitar.São Paulo, 07 de novembro de 2009J.
Jorge Peralta
ROMANCE A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS, Resenha Crítica
Estupendo Clássico “A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS” de Markus Zusak
“Nunca encontrarás a vida que procuras (...)
Os deuses criaram os homens mas estabeleceram
para eles a morte e guardaram a vida para si(...)”
(Epopéia de Gilgamés/Mesopotâmia, 2.750 a.C.)
“Os seres humanos me assombram”, diz Markus Zusak às páginas 478 da estupenda obra clássica “A Menina Que Roubava Livros”, best-selers que, certamente é um dos melhores livros escritos nos últimos dez anos no mundo, lançado no Brasil pela Editora Intrínseca, 2007. O livro é isso tudo o que dizem dele, pode acreditar e botar fé. Quem o leu não passou incólume por ele; ficou com a alma pesada pelo volume de humanismo e falta de, é claro. O livro, aliás, é tudo isso o que de si próprio diz: assombrado em todos os sentidos.
Aliás, a “Morte” contando a história toda é um achado de alta criação do fervoroso autor. E, diz, ele mesmo: Quando a morte conta uma história, você tem que parar para ler. Entrei na leitura desconfiado, e, confesso, saí bem descompensado. Confesso que chorei.
A sensibilidade atiçada expropria o fogo de si mesma.
Por diversas vezes, lendo o livro em algumas dias, surpreso, aturdido, marcado, levando no meu lado sentidor pelo gume da ficção contundente e aqui e ali aterradora, parei, senti, pensei, sangrei. E durante a louca e varrida leitura pesada escrevi artigos, contos, poemas, ensaios, letras de rocks e blues. Já pensou que respigar? Literalmete tocado, mais, atingido. Acusei o golpe do verbo ler em seu mais potencializado vetor. Não foi fácil me cortar para pelo menos tentar sair inteiro.
Viver vale a pena? Ou a morte é um leve preço a pagar, há várias mortes na morte?
Só um ano depois que literalmente larguei o bendito livro que se impregnou em mim; só dando um distanciamento do que ele visceralmente despencou em mim e sobre mim, foi que resolvi pincelar essas mal-acabadas linhas a respeito. Só agora finalmente consegui coragem-suporte para aqui estar depauperado ainda; para escrevinhar esse depoimento-rascunho ainda vibracional (de alguma maneira) de minha leitura também bem inexplicavelmente assombrada. Será o impossível?
Sim, caras pálidas, um novo clássico da moderna (e pós-pós-moderna) literatura contemporânea, que, sem ofender, é sim, um baita best-selers do mais alto gabarito literário. Bem escrito, bem delineado no conjunto, com estrutura e fibra, narrativa sedutora, apaixonante, mesmo quando choca ou evoca episódios entre arrebatadores e pragmáticos. Você garra a ler, entra de sola na contação contundente (humana?), bebe a história, sorve, sangra, é levado por ela, se incorpora, descobre afinidades, toca céus e infernos, quando vê, quer, como naquela baladinha meio brega de antigamente, parar o mundo e descer, apear, como se diz lá em Itararé. Isso.
É um trabalho literário de peso, dez vezes melhor do que os caçadores de pipas pelaí.
Somos pegos ao pé da letra pela palavra, e acabamos assim também assombrados pelo romance retumbante como um todo. Aliás, você literalmente “Vê” um filme (que se nos passa pela tela da cabeça pensante no ritmo) enquanto lê o livraço e se sacode de alguma forma com a leção.
“O pensamento é o espírito do tempo”, diz Pedro Maciel (In, Como Deixei de Ser Deus, Topbooks, 2009). Pois o autor Markus Zusak coloca a segunda guerra mundial de pano de fundo da história o tempo todo, trabalha com o horror de tantas vidas destroçadas, a própria morte sendo louvada a contar a sua sina, o estertor da morte, a poesia que há na morte, a ótica perenal da morte narradora. Só lendo pra crer. A morte contadora acima e sobre todas as coisas. Não é sempre assim? Ah a vida real... Dó. Horror. Vidas secas.
A personagem principal que é o básico eixo-fluxo da obra encantadora também por isso mesmo, é LIESEL MEMINGER; daquelas personagens que encarnam no espírito ledor e bota você para dentro de você, correndo atrás de si mesmo, feito imagem e semelhança da pureza no inferno da vida arrebentando. A Ceifadora na Rua Himmel, área pobre de Molching, Alemanha, o “Manual do Coveiro” (santo Deus!), o nazismo hediondo, os judeus despossuídos, as caras expostas de todos os seres, quase seres, subseres.
A vida-covas.
E o amigo de LIESEL, Rudy Steiner, então? Chocante. Um livro que dará um épico no império do cinema, e levará milhões a chorarem lágrimas de sangue do céu de cada um; de cada alma tomada pela arte-criação de Markus Zusak. Quem leu Humberto Eco, Ítalo Calvino, Paul Auster, há de adorar ler A Menina Que Roubava Livros perseguida pela morte, driblando-a, ilustrando-a, vivenciando-a e sobrevivendo. Como é que pode?
Ah o que a vida faz da vida, o que o homem faz ao homem, o que a guerra faz do espírito sobrevivencial dos vilipendiados. Inspiração, piração, imaginação, envergadura de. O pai acordeonista com um coração de ouro e uma alma de veludo. A mãe aparentemente seca, louca varrida, fechada em bravezas. O hóspede soterrado em traumas no porão da indulgências possíveis. A vizinhança e suas capitulações. As ruas da infância, as crianças em tempos de medo coletivo, medo adultizado.
A morte sombreando tudo, toques de recolher, bombardeios, o autor destilando os retratos de um tempo de dilaceramento da espécie humana, como um documentário de vidas infelizes, rueiras, puras, sob os escombros de remorsos e monturos da história em carne viva.
Ler o livro e nunca esquecê-lo. O espírito das trevas rondando. Ficando o estigma de relê-lo para exorcizar nossos próprios fantasmas historiais. Compre o livro se não tiver. Leia-o mais de uma vez. Vá em busca de resíduos da alma humana nas trevas de um tempo aterrador. Chorei com LIESEL sonhando o livro-vida, tentando roubá-la para pertencê-la de si mesma despojada de mãe, irmão, esperança, humanismos.
Sobrevivência aterradora. Chore com a menina LIESEL roubando um livro-vida-a-mais (passagem possível). Seja essa vida. Seja esse livro. Essa obra sangrou meu coração transido, vida-livro de sentidor que ainda acredita na arte como libertação. Ai de mim. Um dos melhores livros que li-vi-vivi em toda a moinha vida de rato de sebo. E a morte contando... tirando de letra, na metalingüística aqui e ali como estilo, livro falando de livros. O talento do autor, lidando com a carneviva (carnevida) da história. Um romance e tanto.
A morte não é só adubo.
Sim, meus irmãos, viver não é só abanar o rabo. A guerra produz monstros e tem seqüelas.
A finitude e o temor da vida exangue, frente à morte narradora. Foi instigada a minha sensibilidade, o pensamento, a abstração-coisa, e eu sofri-ler, curtir, amei ler A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS. Pela sobrevivência dela, reação dela, a vida entre paredes, as relações de abrigo e destratações. A vida terrível numa vida real romanceada. Perdas. Sonhos. Pinturas de almas humanas. Humanas? Confronto. O sentido da existência é não ter sentido algum? Há sangue na neve muito além de Stalingrado.
Nas páginas de A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS os olhos da espécie humana orbitam.
O horror da inventada verdade inventariada é um testemunho letral do que não cabe em nós, tocados que somos pela arte, e então explicitam as vísceras expostas do mundo em assombro pela ótica de A Menina Que Roubava Livros. Não foi fácil tentar chegar inteiro ao fim, se segurando em fragmentos, parágrafos, poesias e dor.
Valeu a pena ter vivido até agora para ler esse clássico. Ah, falando sério, não tive coragem-calço para citar aqui e ali algum trecho da obra-vida, com medo de expropriação; de tirar do leitor o íntimo deleite de somatizar tudo na sua própria leitura de vidas. Saibam merecer-se por si mesmos. A vida e a alma dos brutos. Bravo!
-0-
Silas Correa Leite, Santa Itararé das Letras, Novembro 2009
Jornalista Comunitário, Teórico e Especialista da Educação, Conselheiro em Direitos Humanos, pós-graduado em Literatura e Arte na Comunicação (ECA/USP)
Site: www.portas-lapsos.zip.net
E-mail: poesilas@terra.com.br
Autor de Porta-Lapsos, Poemas, Campo de Trigo Com Corvos, Contos, O Homem que Virou Cerveja (Crônicas).
há (muito) mais mundo para lá do meu quintal

(Nazaré, Agosto de 2008)
há muito mais mundo
para lá das palavras que usamos
há muito mais palavras que as que podemos articular
há muito mais grandeza do que a que conseguimos alcançar
com o escadote da indiferença
um dicionário não é um catálogo do universo
mesmo que tenha mais volumes que o esperado
o inesperado acontece sempre que achamos que vimos tudo
navegar não é preciso
nada nos salva do perigo de naufragar
O iLÊ VAI AO TIMOR
Aprendizagem do Nada 10
"Do abismo viu o profundo
do profundo o paraíso
do paraíso viu o mundo
e do mundo viu o que quis"
Gil Vicente, 1539
Lamento do Pajé Urubu-Kaapor
antes
de desaparecer
no
túnel
das nuvens
chega o vento
a caixa do céu
se abre
a estrela
no olho às
vezes
é o
coração que bate
estou sozinho
no topo
dos hemisférios
Ilha Comprida, 91
Ciclones (1997)
Roberto Piva
Diário da NOVA ÁGUIA: 7 de Novembro...
Foram mais dois lançamentos. Ambos em Escolas Secundárias, ambos na companhia do Miguel Real.
Anteontem em Silves, perante uma muito numerosa plateia de jovens estudantes, que ouviram uma apaixonante evocação de António Vieira por parte do Miguel – excelente mote para falarmos um pouco do segundo número de revista e, de caminho, do terceiro e do quarto…
Ontem, em Mem Martins, perante os alunos do próprio Miguel, foi uma sessão mais centrada no número dedicado a Pascoaes, ainda que, como sempre, tenhamos aproveitado a oportunidade para falarmos dos anteriores…
Um grande Abraço ao Miguel Real. Já não é a primeira vez que ele dá boleia à NOVA ÁGUIA nas suas palestras e nos convida para falarmos perante os seus próprios alunos. E não será, decerto, a última…
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Sistema
Não me apercebera do quão simples é o mundo. Vivia sob a impressão de que este era um lugar enorme e assustador. Mas uma vez percebido, é tudo tão fácil...
Onde está a verdade, acerca do aquecimento global?
Com tantas opiniões diferentes, qualquer um fica confuso. Onde está a verdade?
Quantas vezes se tem visto a “religião” como algo que se deixa corromper facilmente pelos interesses do mundo… Parece que quando se transformou a ciência em “transreligião” esta está sofrendo do mesmo pecado: o pecado do “poder”…
Você pode ver material recolhido a favor e contra em
http://blogues.ligalusofona.net/aquecimentoglobal
hELl channel 13 presents Devil Song
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Vídeo proibido em todo o mundo e na lua também, finalmente publicado aqui pela primeira vez.
hELl channel 13 presents Devil Song, Ruela, 2009
Crónica suave sobre a União Lusófona
O mundo lusófono não tem, na sua estrutura geopolítica, nada que o distinga das outras quimeras que a História permitiu no seu litoral pleno de restos de naufrágios de tentações de dominação. Não é um espaço de paz, de desenvolvimento humano, de respeito pela dignidade do ser humano. No interior do seu perímetro a miséria, é a miséria, nem as madrugadas cantam, nem uma multidão de iluminados se prepara para salvar o mundo.
A mesma rapacidade económica, o mesmo império do dinheiro e da ganância.
Querer urdir com esta trama de insanidade um tecido político capaz de enfrentar as grandes potências do mundo é, se isso for pensável, querer erguer o mundo ao estatuto de manicómio.
Está mais do que visto que a CPLP não passa duma prateleira para colocar os jarrões que, fartos do paroquialismo da política interna dos Estados, ou tendo chegado à idade em que umas pantufas diplomáticas permitem dourar os anos de reforma, vão alimentando a aparência de vitalidade dum nado-morto, demasiado morto para que fique bem dá-lo como findo.
São as tais boas intenções que douram os jantares de gala e as cimeiras (e já nem disso se fala, ou seja, de cimeiras regulares entre os Chefes de Estado dos países lusófonos – até poderá nascer daqui mais uma daquelas iniciativas de dá cá aquela palha, quem sabe? A Lusofonia com afonia não funciona, há que aproveitar os bicos dos pés para dar nas vistas).
Isto para não falar do celebérrimo acordo ortográfico. Em vez de se aceitarem como naturais as variantes linguísticas, trata-se de tosquiar a Língua. Para além dos editores de dicionários, bafejados por efémera fortuna, quem, no seu perfeito juízo, se contenta com a regulamentação da Língua (coisa, em si absurda), como se pode fomentar a Cultura e incentivar o intercâmbio cultural sem exigir a abolição das barreiras alfandegárias impostas ao livro e aos demais produtos culturais?
Mas no fundo, o que importa é a seiva: os Estados e a malha de interesses em torno da dominação económica e estratégica são, no que diz respeito à vida do Espírito, massa cadavérica. Namorar-lhes as entranhas é fome de abutre, quando o que o mundo precisa, mesmo, é da coragem dos que não se recusam ao encontro e à construção de laços e pontes.
O futuro, nosso e de todos os povos, está nas organizações não governamentais e nas comunidades de base que, enfrentando mesmo as contrariedades mais tenebrosas, não se recusam à solidariedade e, porque não dizê-lo, ao trabalho. O futuro é das formigas, não das cigarras.
A lealdade, a entrega a um espírito comunitário, o desapego perante o poder do dinheiro e o dinheiro do poder, são uma luz na treva.
As navegações de há demasiado tempo para nos podermos considerar, ainda, navegantes, não se fizeram com caravelas de papel. E os egos são como bexigas de porco cheias de ar, ocupam espaço mas não servem para mais do que uma pueril distracção.
Esqueçam-se os homens que se querem grandes e assuma-se a grandeza que habita cada homem. Essa a única união que dá frutos.
E já agora, uma confissão: às vezes vejo-me ao espelho e acho que sou comuna. Nessas alturas dava-me jeito um censor de serviço ou um inquisidor com amor ao ofício.
Já se vê que o mundo não é perfeito.
É uma bola arredondada. Parecida com um queijo limiano, mas muito mais bonita.
E, do Minho até Timor, esperemos que a História não se repita.
Ainda há Homens com H maíusculo. E alguns deles são meros treinadores de futebol...
São Tomé e Príncipe: PCD diz que arquipélago está mergulhado em «crise profunda»
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O presidente do Partido de Convergência Democrática (PCD), Albertino Bragança, uma das três formações políticas no actual governo de coligação, chefiado pelo MLSTP/PSD, disse que o seu país ainda continua "mergulhado numa crise social e económica profunda".
"São fenómenos que requerem a nossa atenção e que não podem prolongar-se indefinidamente no tempo sem solução", sublinhou Albertino Bragança numa mensagem que assinala o 19º aniversário da criação do PCD.
O político sustentou que o povo são-tomense continua à espera da concretização das aspirações legítimas que então se produziram, as quais se traduzem no desejo de uma vida melhor para todos na perspectiva de desenvolvimento", referiu.
Bragança afirmou que a situação do país se deteriorou e a pobreza se generalizou, levando uma parte considerável da população a viver em situação de pobreza extrema.
O líder do PCD criticou a política dos sucessivos governos a nível do sector agrícola, que "não tem produzido os efeitos desejáveis" no sentido travar o êxodo das populações do campo para a cidade, uma situação que fez disparar o desemprego e aumentar a pobreza.
O sector da justiça não foi poupado na mensagem do PCD, que acusa os tribunais de tomarem "decisões desconcertadas, incoerentes e absolutamente dúbias" e pede uma reforma "profunda e urgente" neste sector, devido ao papel que assume enquanto pilar do regime democrático.
A ausência de coesão social, solidariedade, crise de valores éticos e morais "proporcionam pouca confiança na classe política", situação que o PCD, considera "preocupante para o desenvolvimento".
Mesmo assim, o líder do PCD elogiou "alguns progressos" económicos registados pelo actual governo de coligação, liderado por Rafael Branco, e assumiu-se como alternativa para tirar o país da crise.
Bragança anunciou, a propósito, o reforço de acções com vista a ganhar as próximas eleições legislativas previstas para 2010, e instou os militantes e simpatizantes do partido a lutarem pela vitória, a exemplo do que se passou no início de 1990, quando o PCD ganhou com a maioria absoluta.
O PCD manifestou-se aberto ao diálogo com outras forças partidárias, mas não no sentido de uma coligação pré-eleitoral.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24460&catogory=S%20Tomé%20e%20Príncipe
Moçambique: CNE trabalha «com todo o afinco» para cumprir os prazos legais
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A Comissão Nacional de Eleições de Moçambique (CNE) está a trabalhar com "todo o afinco" para que os resultados finais das eleições gerais da semana passada sejam anunciados dentro dos prazos legais, informou hoje, quinta-feira, o porta-voz do órgão.
De acordo com a lei eleitoral moçambicana, a CNE tem um prazo de 15 dias para divulgar os resultados das eleições, a contar da data do escrutínio. As eleições gerais, as quartas na história do multipartidarismo em Moçambique, tiveram lugar no último dia 28 de Outubro.
O porta-voz da CNE, Juvenal Bucuane, disse hoje à Lusa em Maputo que "tudo está a ser feito para que os prazos da divulgação dos resultados sejam cumpridos".
"Reforçamos o pessoal dos órgãos eleitorais centrais, envolvendo no apuramento nacional e central pessoal da província de Maputo, para dar celeridade ao processo", frisou Juvenal Bucuane.
Também para que os prazos sejam respeitados, a tarefa de requalificação dos votos nulos foi incumbida a um grupo e a de apuramento central dos votos válidos a outro grupo, acrescentou o porta-voz da CNE.
Juvenal Bucuane descreveu o processo de apuramento dos resultados das eleições gerais deste ano como "mais complexo, porque, pela primeira vez, também se realizaram eleições para as assembleias provinciais, em simultâneo com as presidenciais e legislativas".
"O processo ficou mais pesado, com a realização de três escrutínios em simultâneo, sem que os prazos tenham sido alargados", sublinhou o porta-voz da CNE.
O apuramento parcial, feito pelos membros das mesas de voto, e o intermédio, da alçada dos órgãos eleitorais provinciais, deram uma larga vantagem ao actual chefe de Estado nas presidenciais, Armando Guebuza, e ao seu partido, FRELIMO, nas legislativas.
O principal partido da oposição, RENAMO e o seu líder Afonso Dhlakama, averbam uma pesada derrota, de acordo com os resultados parciais e intermédios.
Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=24473&catogory=Moçambique
Não queiras mais que a gratuita lucidez / do instante sem caminho
Não queiras mais que a gratuita lucidez
do instante sem caminho Não julgues que ele é mais
do que a casual aragem de não ser mais nada
do que o voluptuoso fluir de um puro vazio
Em distraído vagar como uma leve nuvem
torna-te vago também deixa ascender em ti
essa torre ténue que quer a transparência
e a graça flexível de pertencer ao ar
Não queiras conhecer o que há por trás desse fulgor puro
se é que há algo por trás Aceita a sua dádiva gratuita
porque ele é preciosamente nulo
e tão essencial como o ar que se respira
- António Ramos Rosa, As Palavras, Porto, Campo das Letras, 2001,p.32.
HOJE, 137º LANÇAMENTO DA NOVA ÁGUIA...
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06.11.09 - 14h00: Escola Secundária de Mem Martins
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Um desastre obâmico...
Depois de mais uma muito bem sucedida sessão de apresentação da NOVA ÁGUIA (falarei disso depois na próxima página do “Diário”) e de mais um empate do “Clube de Portugal” (ai de quem se atreva a falar disso…), chego a casa e vejo as últimas notícias do Afeganistão. E, por uma vez, concordo com os comentários do Miguel Sousa Tavares: chegou-se, em absoluto, a um beco sem saída. Politicamente, a democracia afegã tornou-se numa piada de muito mau gosto. Militarmente, assistimos a uma guerra cada vez mais perdida e condenada ao fracasso…
Mais cedo ou mais tarde, apesar da sua insistência, que já começa a ser obsessiva, na “guerra boa” (extraordinário conceito para um Prémio Nobel da Paz…), o Obama vai ter que retirar do Afeganistão. E a América – e o Ocidente em geral – vai ter que aprender, enfim, que não se ganham guerras em território adverso, contra as respectivas populações, por maior poderio militar que se tenha. A única real excepção (há sempre uma excepção a confirmar a regra) foi o Japão: mas o Japão é uma ilha, não tinha aliados na região, e tiveram que usar a bomba atómica…
O mundo não é uma página em branco que se possa redesenhar a nosso gosto, por muito generoso que seja o nosso internacionalismo missionário. O mundo, goste-se ou não disso, tem, de facto, fronteiras: linguísticas, culturais, civilizacionais, religiosas, etc. Não perceber isso é sempre meio caminho andado para o desastre…
Renato Epifânio
Petição MIL "NÃO DESTRUAM OS LIVROS!"
A Petição MIL "NÃO DESTRUAM OS LIVROS!" (http://www.gopetition.com/online/28707.html) foi já entregue na Assembleia da República, dado que superou a fasquia das 4 MIL assinaturas.
A Petição continua, ainda assim, aberta a novas subscrições.
MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO (http://www.movimentolusofono.org/)
(facebook: http://www.facebook.com/group.php?gid=2391543356)
O MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO é um movimento cultural e cívico que conta já com mais de um milhar e meio de adesões, de todos os países da CPLP.
Se quiser aderir ao MIL, basta enviar um e-mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.
MIL-COMISSÃO EXECUTIVA:António José Borges, Casimiro Ceivães, Eurico Ribeiro, José Pires F., Renato Epifânio (porta-voz) e Rui Martins.
MIL-CONSELHO CONSULTIVO:Alexandre Banhos Campo (Galiza), Amândio Silva (Portugal), Amorim Pinto (Goa), Artur Alonso Novelhe (Galiza), Carlos Frederico Costa Leite (Brasil), Carlos Vargas (Portugal), Fernando Sacramento (Portugal), Francisco José Fadul (Guiné-Bissau), Jorge Ferrão (Moçambique), Jorge da Paz Rodrigues (Portugal), José António Sequeira Carvalho (Portugal), José Jorge Peralta (Brasil), José Luís Hopffer Almada (Cabo Verde), José Manuel Barbosa (Galiza), Lúcia Helena Alves de Sá (Brasil), Luís Costa (Timor), Manuel Duarte de Sousa (Angola), Miguel Real (Portugal), Miriam de Sales Oliveira (Brasil), Nuno Rebocho (Portugal), Octávio dos Santos (Portugal), Paulo Daio (São Tomé e Príncipe), Paulo Pereira (Brasil) e Vitório Rosário Cardoso (Macau).
HOJE, 136º LANÇAMENTO DA NOVA ÁGUIA...
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05.11.09 - 14h30: Escola Secundária de Silves
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Olhe que não...
Informações baralhadas:
1. http://en.wikipedia.org/wiki/Jarvis_Cocker
2. http://en.wikipedia.org/wiki/Earth_Song
Eis o ovo de Colombo...
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País deixa luta contra a pobreza e investe na «luta pela riqueza»
O arquipélago de São Tomé e Príncipe aposta na luta pela riqueza através do trabalho, informou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade, Carlos Tiny.
Carlos Tiny fez o anúncio no Palácio dos Congressos durante a cerimónia que marcou os 54 anos de existência das Nações Unidas. «Na semana passada o Presidente Fradique de Menezes defendeu este ponto de vista, que não gosta de ouvir falar da luta contra pobreza e eu também não gosto porque temos que ter ambição», precisou.
Segundo o responsável pela política externa, São Tomé e Príncipe tem que ultrapassar a fase da luta contra a pobreza «visualizando estratégias de desenvolvimento e pensar em ser um país rico com uma plataforma de negócios e prestação de serviço na região, para que seja uma região mais rica de África. É este desafio que se impõe à comunidade e às Nações Unidas nesta terra», adiantou o chefe da diplomacia santomense.
Carlos Tiny, que foi representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) durante vários anos em Cabo Verde e Moçambique, assim como na sua delegação em Brazzaville, no Congo, não hesitou em falar claramente sobre o novo desafio do sistema para o arquipélago santomense.
«Será que as estratégias e os planos desenhados até agora chegam? Será que teremos que repensar, redesenhar? Penso que é necessário um maior diálogo com as autoridades santomenses. Esta mensagem serve para transmitir que o Governo santomense conta com a ONU como parceiro», acrescentou o chefe da diplomacia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, em nome do Governo, apelou a uma parceria mais estreita, através de uma nova maneira de estar, que ajude os santomenses a saírem de um ciclo vicioso de miséria e pobreza, para dar entrada numa área de bem-estar social efectivo.
O coordenador residente das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe e representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Gana Fofang (na foto), disse aos presentes que a ONU tem estado a trabalhar para reduzir a pobreza no Mundo, promovendo a paz, o acesso à Educação e defesa dos direitos humanos. «Esperamos conseguir acabar com a proliferação de armas e a propagação de doenças mortais, assim como proteger as famílias de vítima de desastres», afirmou Fofang.
O representante PNUD, manifestou a esperança de se celebrar na próxima Cimeira de Copenhaga um acordo global justo e ambicioso sobre as alterações climáticas, no sentido de uma economia mais ecologista e sustentável. Sublinhou que, para além de se debaterem as alterações climáticas nesta cimeira marcada para Dezembro, vai também discutir-se a crise alimentar, a crise financeira, os combustíveis e a gripe A.
O PNUD vai apresentar em São Tomé esta quarta-feira, dia 4 de Novembro às 9h00, o relatório de Desenvolvimento Humano, no Instituto Superior Politécnico, para os Deputados, membros do Governo, quadros políticos e técnicos, grandes responsáveis da Administração Central do Estado e sociedade civil.
Fonte: Jornal Digital
Por um Movimento de Libertação Universal
I am an activist.
Am I an animal defense activist? Yes.
Am I an environmental activist? Definitely.
Am I a human rights activist? Most assuredly.
Am I a peace activist? Indeed.
I am in complete opposition to all social injustice; I abhor all suffering.
I disdain the anti-ethic that has created a society that lives upon the daily exploitation and slaughter of our animal brethren; a society that is rapidly choking off the only life support system we have; destroying our habitat, the earth; a society that embraces a philosophy of "might makes right" and chooses to ignore the plight of our "weaker" brothers and sisters--the homeless, the hungry, the elderly, the children; a society whose economy and "strength" rely on the production and dissemination of tools of destruction. I am an activist. My actions are directed at eradicating the root causes of ALL injustice: humankind's disregard for our connection with our earth, and our loss of respect for life.
Listen! I am the voice we heard so clearly as children until the din of society's indoctrination deafened our ears. I am the clutching the throat and intense sorrow of all those who visit the Vietnam Veterans Memorial. I am the pain and sadness within each one of us who holds the threadlike bodies and swollen stomachs of Africa's starving children. I am the peace and serenity that befalls us when our eyes, for a fleeting moment, meet those of a grazing deer. And I am the sentiment that makes us mouth the words, "Set them free," whenever we encounter animals imprisoned in cages.
I am these and more, and I am omnipresent within each one of us. I draw no political lines; I erect no artificial barriers between races, sexes, or species; I do not recognize boundaries between issues of injustice. I am above politics, devoid of our societal bigotries, and I embody all matters of justice.
I am THE answer.
I am our physical and spiritual connection to our earth and all life.
I cry out for each one of us to recognize the inseparable biological and ecological bonds that link all life together as earth's family. I implore us to acknowledge that human and nonhuman needs are complementary, not competitive, as all living beings are indispensable threads of a living tapestry, interconnected to each other and all of the earth's natural processes that sustain life. And I demand action. I demand that individuals act in accordance with the reverence they so richly deserve. I am the answer. I am the voice within your soul.
We must act.
And we must ensure that our actions are guided by our inner voice that affirms our connection with the earth and all of her inhabitants. We cannot continue to alleviate the injustices imposed on an individual or segment of our society through an injustice to another. We cannot attain a true peace through the domination or killing of those who are perceived to be lesser or evil. We cannot "enrich" the lives of the poor people of Central America by boosting their economy through the destruction of their rain forests to raise and slaughter animals for a cheaper hamburger. We must strive to consider all life as brethren and act in accordance with our connection to the earth we share--to do otherwise is to betray not only our fellow beings but ourselves as well.
I want your thoughts in affirmation of our connection to the earth. I want your decisions to be made with an ethic of reverence for life as your guide. And, I need your actions to create a world of wonder, a world of justice, a world of peace bounded only by the limits of life. I am part of a living, caring world. I embrace a boundless ethic.
It is a life-affirming ethic in which I share a journey with the flowers of the field, the children of the streets, and the deer of the forest, in search of our home -- a world of peace. I am your soul.
I am an activist.
Anonymous.












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